Quando encomenda um veio, um pino ou um casquilho, o material conta tanto como as medidas. O aço errado pode empenar com a carga, gastar depressa ou enferrujar em poucos meses perto da costa. O certo dura anos. Este guia explica, em palavras simples, os materiais que mais usamos, para que nos possa dizer o que precisa, ou deixar que recomendemos.
Aço macio (S275 / ST37)
O aço estrutural do dia-a-dia. É fácil de cortar, soldar e maquinar, e é a opção mais barata.
Bom para: suportes, chapas de base, estruturas, espaçadores, portões, grades e peças com pouca carga.
Não serve para: veios que transmitem força a sério, peças que deslizam ou gastam, ou qualquer peça que precise de ficar dura.
O aço macio enferruja, por isso as peças ao ar livre precisam de primário e tinta, ou galvanização.
Aço carbono C45 / EN8
É o aço de trabalho para veios. C45 (nome europeu) e EN8 (nome britânico) são muito parecidos e, na prática, usam-se para os mesmos trabalhos. Tem mais carbono do que o aço macio, o que o torna mais resistente e mais duro ao desgaste.
Bom para: veios de transmissão, veios de bomba, eixos, pinos, acoplamentos, discos de engrenagem e a maioria das peças rotativas na mineração, nas açucareiras, na agricultura e nas oficinas.
Bom saber: o C45 pode ser temperado onde gasta, por exemplo no assento de um rolamento. Continua a enferrujar, por isso mantenha-o oleado ou pintado onde estiver exposto.
Se não sabe de que era feito um veio partido, o C45 / EN8 é muitas vezes a substituição segura para máquinas em geral.
Aço inox 304
O aço inoxidável tem crómio, que impede a ferrugem normal. O 304 é o tipo mais comum.
Bom para: equipamento alimentar e de bebidas, sistemas de água, peças que se lavam muitas vezes e tudo o que precisa de ter bom aspecto.
Não serve para: salpicos constantes de sal ou cloro. Nessas condições o 304 pode picar e manchar.
O inox é mais macio e mais caro do que o C45, e mais difícil de maquinar, por isso conte com um preço mais alto.
Aço inox 316
O 316 tem molibdénio, que lhe dá muito melhor resistência ao sal e aos químicos.
Bom para: peças junto ao mar em Maputo, na Beira, em Nacala e em Pemba, equipamento de barcos e portos, bombas de químicos e tudo o que fica em água salgada.
Se a peça trabalha à vista do oceano e quer que dure, o 316 costuma compensar o custo extra.
Latão
O latão é macio, não enferruja e desliza bem contra o aço.
Bom para: casquilhos, peças de válvulas, acessórios e peças eléctricas.
Alumínio 6061
O alumínio pesa cerca de um terço do aço e maquina-se depressa.
Bom para: tampas leves, suportes, espaçadores e peças em que o peso conta mais do que a força.
Nylon e plásticos técnicos
O nylon (PA6) é leve, silencioso e desliza sem massa. Não enferruja e não conduz electricidade.
Bom para: réguas de desgaste, rolos, casquilhos de carga leve e guias, sobretudo onde a massa juntaria sujidade.
Como escolher, depressa
Faça três perguntas:
- Que carga suporta? Muita força ou pancadas apontam para o C45 / EN8.
- Apanha água, sal ou químicos? Água doce aponta para o 304. Sal ou químicos apontam para o 316.
- O peso ou o ruído contam? Então alumínio ou nylon.
Diga-nos e nós aconselhamos
Não tem de decidir sozinho. No formulário de orçamento ou no Part Studio, escolha “Não sei: aconselhem-me” e diga-nos onde a peça trabalha. Recomendamos um material, explicamos porquê e orçamentamos as duas opções quando a escolha muda o preço.